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Política

Pesquisa mostra Bolsonaro com 40% de aprovação, maior desde o início de 2019

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A aprovação governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aumentou para 40%, a maior desde março de 2019, no início de seu mandato. O aumento na provação se dá, principalmente, entre as classes mais baixas, para onde grande parte do auxílio emergencial foi destinado. Os números foram divulgados pela pesquisa Exame/Ideia divulgada nesta sexta-feira (11).

A última vez que a aprovação do presidente havia sido superior a 40% foi no início de 2019. Os outros 40% dos entrevistados não o aprovam. Esta desaprovação não era tão baixa desde abril de 2020.

Outros 19% nem aprovam nem desaprovam o governo e 1% não souberam opinar. A pesquisa detalhou que a popularidade de Bolsonaro é maior entre as pessoas com menor instrução. Entre as pessoas que não têm ensino fundamental completo, 61% aprovam o governo. Já entre os que têm ensino superior, esse percentual é de 36%.

A pesquisa também questionou sobre o governo federal em geral. Hoje, 35% dos brasileiros consideram o governo ótimo ou bom; outros 35% classificam a gestão como ruim ou péssima; outros 30% avaliam o governo como regular. (Do IG.com)

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Política

Campanha em SP começa pela Periferia

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Segundo a mais recente pesquisa Ibope, a maior parte dos paulistanos com renda baixa e pouca escolaridade está sem candidato

No primeiro dia de campanha eleitoral, candidatos à Prefeitura de São Paulo pretendem pedir votos na periferia da cidade. Mesmo com as dificuldades impostas pela pandemia do novo coronavírus, bairros populosos e afastados do centro vão receber, hoje, os primeiros eventos oficiais das eleições deste ano. Nos próximos 12 dias, enquanto não tem início a propaganda de rádio e TV, os partidos políticos apostam no trabalho de rua para atrair a atenção dos eleitores.

Segundo a mais recente pesquisa Ibope, a maior parte dos paulistanos com renda baixa e pouca escolaridade está sem candidato. O levantamento, publicado domingo passado pelo Estadão, mostra que 61% dos entrevistados que recebem de um a dois salários mínimos não sabem ou não responderam em quem vão votar – a taxa cai para 48% entre quem ganha até cinco salários. A porcentagem de desinformados também é maior entre aqueles que só concluíram o ensino fundamental (67%), se comparada a quem fez o ensino médio (58%).

As respostas foram dadas nas perguntas espontâneas, quando o entrevistador não mostra

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, disse ontem que “outro vírus ronda as eleições”. “Trata-se das notícias falsas, das campanhas de desinformação e de difamação”, afirmou ele em pronunciamento em rede nacional de rádio e TV. “O vírus das fake news compromete a democracia.” os nomes dos candidatos.

Zona sul

Atual prefeito, Bruno Covas (PSDB) começa sua agenda pública em uma igreja na região de Socorro, zona sul. Nas primeiras semanas da campanha, Covas pretende defender seus feitos na Prefeitura e se apresentar como alguém ligado a uma agenda progressista.

Os 12 novos CEUs, por exemplo, receberam nomes de personalidades negras que se destacaram na história. O nome do governador João Doria (PSDB) será usado, segundo aliados, com “moderação” e apenas para reforçar a boa relação com o Estado. O Ibope mostrou que Doria, bem como o presidente Jair Bolsonaro, tem baixa capacidade de transferência de votos.

Em outro extremo da cidade, Guilherme Boulos (PSOL) vai dar largada na campanha com a inauguração de seu primeiro comitê eleitoral em São Mateus, na zona leste. Segundo o coordenador da campanha, Josué Rocha, a ideia é explorar a memória que a população de bairros afastados tem da ex-prefeita Luiza Erundina, candidata a vice de Boulos.

O legado de administrações antigas na capital paulista também será explorado pelo PT, que já administrou a cidade em três ocasiões. Para marcar o início formal da campanha de Jilmar Tatto, o partido promete fazer carreatas em 40 pontos de São Paulo hoje. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será figura constante tanto na campanha na TV quanto em cartazes, camisetas e adesivos.

A campanha de Márcio França (PSB) também planejou uma ação para mobilizar simpatizantes em carros: um adesivaço. Os estrategistas do ex-governador pretendem manter as críticas a Doria.

Primeiro colocado na pesquisa Ibope, Celso Russomanno (Republicanos) deve apostar

na ligação com Bolsonaro. Ontem, antes de o presidente receber alta após cirurgia para retirada de um cálculo na bexiga, Russomanno foi ao Hospital Israelita Albert Einstein visitá-lo e divulgou a foto do encontro nas redes sociais. Na quinta-feira, Bolsonaro disse que apoiaria candidaturas em São Paulo, Santos e Manaus. Até a conclusão desta edição, Russomanno não tinha informado a agenda de campanha para hoje.

Entre os compromissos de Joice Hasselmann (PSL)Z está uma caminhada na Praça da Sé. Andrea Matarazzo (PSD) visita uma comunidade em Jova Rural, na zona norte.

Pandemia põe Saúde sob foco na campanha

A cada quatro anos, a saúde é tradicionalmente apontada por eleitores como a área a ser priorizada por candidatos a comandar os 5.570 municípios brasileiros. Pesquisa Ibope divulgada pelo Estadão na semana passada mostra que 33% dos paulistanos citam a saúde como a sua maior preocupação. Nestas eleições, que têm início oficialmente hoje, a pandemia de covid-19 torna ainda mais urgente a demanda por propostas que reduzam a fila por exames, consultas com especialistas e cirurgias de menor complexidade – uma atribuição da Atenção Primária, sob o comando de prefeituras.

O Ministério da Saúde indica uma queda de 16,3% nesse tipo de atendimento de janeiro a julho deste ano, se comparado ao mesmo período do ano passado. Segundo levantamento feito pelo Estadão, todos os 31 procedimentos considerados padrão pelo Sistema Único de Saúde (SUS) tiveram redução. Foram pouco mais de 6 milhões de atendimentos – queda de 1,16 milhão em relação a 2019.

 

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Política

Damares emperra orçamento de pasta

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É no Twitter, onde tem 1,1 milhão de seguidores, e no Instagram, com 1,6 milhão, que a pastora Damares, de 56 anos, mostra força

Amorte da juíza norte-americana Ruth Bader Ginsburg, aos 87 anos, comoveu o mundo. Precursora e ícone da luta pelos direitos iguais de homens e mulheres, ela foi citada por lideranças políticas e sociais e teve silhuetas e acessórios, como colares e golas adornando a toga preta, reproduzidos nas redes sociais. Sem sintonia com a agenda ideológica do governo brasileiro, a magistrada não mereceu nem citação nas mídias digitais de Damares Alves, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

É no Twitter, onde tem 1,1 milhão de seguidores, e no Instagram, com 1,6 milhão, que a pastora Damares, de 56 anos, mostra força. Com o silêncio estratégico do chamado “gabinete do ódio”, grupo liderado pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), ela viu aumentar seu espaço no governo, aglutinando o núcleo ideológico e a pauta conservadora. Ganhou ainda mais projeção nessa área em junho, quando Abraham Weintraub, dono de um discurso radical, foi demitido da Educação.

Meses antes, em abril, a saída do ministro da Justiça, Sérgio Moro, abriu caminho para Damares se tornar o nome mais popular do primeiro escalão nas redes sociais. Paulo Guedes, da Economia, não tem conta nos blogs pessoais. O pico de crescimento no Twitter ocorreu no mês da queda de Moro, quando ela ganhou quase 129 mil seguidores. A ascensão coincide com as mudanças de rumo do presidente Jair Bolsonaro, que, entre os recuos, deixou de atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) – a Corte havia mandado a Polícia Federal investigar integrantes do “gabinete do ódio”.

De olho na governabilidade e na reeleição, em 2022, Bolsonaro adotou um discurso moderado, em sintonia com o eleitorado de menor poder aquisitivo, e se aproximou do Centrão, grupo de partidos que antes ele chamava de “velha política”.

Verbo

Damares lidera uma pasta que, na Esplanada, foi apelidada como “Ministério do Verbo”. Em outras palavras, sem verba, comparada a outras de orçamentos bilionários.

A popularidade e os convites frequentes para participar das “lives” semanais com Bolsonaro, porém, contrastam com números de sua administração. Em 2019 e neste ano, a ministra enfrentou problemas para entregar resultados concretos. Os recursos da Casa da Mulher Brasileira, de atendimento a vítimas de violência doméstica, ainda não foram desembolsados. São R$ 19 milhões, referentes ao ano passado.

O orçamento extraordinário aberto por causa da pandemia do coronavírus rendeu mais R$ 211 milhões a Damares. Mas ela só gastou R$ 44 milhões, o equivalente a 21%. Aproximadamente R$ 160 milhões estão parados há quase três meses, embora a ministra alardeie nas redes que o dinheiro vem sendo investido. A cifra foi destinada como ajuda emergencial a asilos, em junho, mas nenhum centavo ainda foi repassado.

A previsão de orçamento em 2021 tem redução de R$ 43 milhões. Atualmente, dos R$ 853 milhões disponíveis, Damares só começou a executar de fato 37%. Não houve movimentação no dinheiro reservado para comunidades remanescentes de quilombolas e indenização a parentes de mortos e desaparecidos políticos.

Nos últimos dois anos, o ministério comandado por Damares recebeu projetos de R$ 204 milhões em emendas parlamentares individuais, de deputados e senadores, com pagamento obrigatório. Até agora, só desembolsou R$ 8,7 milhões, o equivalente a 4%. O partido que mais indicou emendas foi o PT. Os mais atendidos, porém, foram políticos do PSL (R$ 2 milhões), PL (R$ 1,26 milhão) e Republicanos (R$ 1,25 milhão).

Importante ativo político, a doação de equipamentos a conselhos tutelares e a instituições de idosos, por exemplo, entrou na mira do Tribunal de Contas da União. A Corte encontrou falhas na distribuição dos kits e interferências de congressistas para favorecer seus redutos. Técnicos do TCU viram brechas para que a doação dos kits fosse desvirtuada para “fins eleitoreiros”.

Damares tinha como meta equipar mais de 300 conselhos tutelares neste ano. O dinheiro público destinado por deputados e senadores banca a compra e a distribuição de kits, ao custo de R$ 120 mil cada. Incluiu carro ou barco, computador, impressora, refrigerador, bebedouro, cadeirinha automotiva, smart TV, ar-condicionado portátil e aparelhos celulares.

Holofotes

A ministra também mostrou tino para os holofotes e a polêmica. De início, lançou a frase “menino veste azul e menina veste rosa”, ao associar cores aos gêneros masculino e feminino. Ao assumir temporariamente a Fundação Nacional do Índio (Funai), foi ao Aeroporto de Goiânia denunciar má gestão de uma combalida frota aérea do órgão. Ela e Bolsonaro gravaram vídeos. “Isso é um retrato da vergonha que era a Funai no passado. Vou ter que pagar de aluguel milhões, e a aeronave está avaliada em R$ 1 mil no leilão. Absurdo”, disse Damares, gesticulando para a câmera.

Uma inspeção do TCU concluiu, no mês passado, que o descalabro se arrastava por quase três décadas e não era cabível punir ninguém. Restou uma dívida de R$ 1,1 milhão com hangares.

No comando de cerca de mil pessoas, Damares tem procurado se desvencilhar de nomes de radicais. A Polícia Federal apura se nomeações na pasta eram uma forma de financiar a atividade criminosa de militantes. A ministra demitiu a então secretária nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial Sandra Terena, mulher do ativista conservador Oswaldo Eustáquio, um dos alvos da investigação por atos antidemocráticos.

Sandra Terena disse que Damares alegou necessidade de se afastar da imagem de Eustáquio. Antes de deixar o cargo, a então assessora apresentou denúncia de malversação de recursos em repasses a uma ONG. Damares já havia exonerado outra ativista associada ao extremismo, Sara Winter, que chegou a ser presa.

Além dos militantes, a ministra montou uma equipe de confiança com nomes do conservadorismo cristão, como a advogada católica Angela Gandra, filha do jurista Ives Gandra Martins, e Ellen Schelb, mulher do procurador Guilherme Schelb, da Comunidade das Nações. Pastor da Igreja Batista Cristã de Brasília e ex-dirigente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Sergio Luiz Cury Carazza também passou por cargos na cúpula do ministério.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, um nome evangélico é visto como possibilidade para compor a chapa de Bolsonaro na disputa pela reeleição, em 2022. O vice Hamilton Mourão não tem presença garantida ao lado do presidente. Hoje, porém, Damares não está no páreo e seu desempenho na pasta é considerado um obstáculo a voos mais altos. Incentivadora do engajamento político de mulheres, a ministra sempre negou ter planos eleitorais. Procurada pelo Estadão, ela não quis se manifestar.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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Política

Agenda dos candidatos à Prefeitura do Recife

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A campanha eleitoral começa oficialmente neste domingo (27). No Recife, vários candidatos iniciam os compromissos pela manhã. Confira, abaixo, a agenda dos prefeituráveis da capital pernambucana:

Alberto Feitosa (PSC)
Manhã – Aula de Dança e ginástica para a terceira idade em Boa Viagem
– Acompanha campeonatos de futebol na Macaxeira e no Prado
– Carreata em Dois Unidos
Tarde – Participa do aniversário da Igreja Missionária do Sítio São Braz, em Dois Irmãos

Carlos Andrade Lima (PSL)
10h – Caminhada no Ibura com candidatos a vereador do partido
16h – Inauguração do comitê Park 17, em Boa Viagem

Charbel Maroun (Novo)
Manhã – Abertura de campanha de candidatos a vereador do partido na Praça do Derby e na Jaqueira

João Campos (PSB)
9h – Visita à comunidade Irmã Dorothy, na Imbiribeira
11h – Reunião com equipe de um vereador
14h – Gravação para o programa eleitoral
18h – Reunião com a equipe de campanha
19h – Reunião com a equipe do Programa de Governo

Marco Aurélio (PRTB)
Manhã – Inauguração do comitê e adesivaço no bairro do Pina

Marília Arraes (PT)
9h – Carreata com concentração na Av. Domingos Ferreira, em Boa Viagem

Mendonça Filho (DEM)
10h – Caminhada no Ibura de Baixo (Sítio do Forró)
11h30 – Adesivaço no comitê na Torre (Rua Real da Torre, nº 1130).

Patrícia Domingos (Podemos)
10h – Caminhada na comunidade Caranguejo Tabaiares, no Bongi

Os candidatos Cláudia Ribeiro (PSTU) e Thiago Santos (UP) não divulgaram a agenda de campanha até o fechamento desta matéria.

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