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Política

‘Retratou país que não existe’: entidades criticam discurso de Bolsonaro sobre meio ambiente

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O presidente Jair Bolsonaro usou dados distorcidos para exaltar a política ambiental do seu governo durante seu discurso nesta terça-feira (21) na abertura da 76ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Ao longo da manhã, entidades ambientais criticaram as alegações falsas feitas pelo presidente.

O presidente brasileiro, que foi o primeiro a falar na abertura da Assembleia Geral, também aproveitou a oportunidade para exaltar o desempenho da economia brasileira durante o seu governo, defender a adoção do chamado tratamento precoce contra a Covid-19, cuja ineficácia já foi cientificamente comprovada, e se posicionar contra o chamado passaporte sanitário, que confere benefícios às pessoas que tenham se vacinado contra a Covid-19.

Entidades criticam Bolsonaro

Bolsonaro dedicou parte do discurso à preservação da Amazônia, ponto em que o governo é criticado dentro e fora do país em razão da política ambiental e dos altos índices de desmatamento e queimadas.

Segundo entidades e especialistas em política ambiental, o presidente distorceu dados para que parecessem a favor do governo, enquanto ignora ou não age para combater o desmatamento e as queimadas que atingem a Amazônia e o Pantanal.

No Twitter, o Greenpeace Brasil mostrou as contradições do discurso de Jair Bolsonaro. Segundo a entidade, “o mesmo presidente que negligencia a crise climática, as queimadas no Cerrado e na Amazônia, hoje tentou vender a imagem de um bom mandatário e retratou um país que não existe.”

A ONG WWF Brasil, apontou que Bolsonaro utiliza os espaços internacionais “com um discurso que não condiz com a realidade do país ou com a atuação esperada de um chefe de Estado”.

A ONG socioambiental apontou que, embora o presidente se vanglorie da legislação ambiental brasileira, ele age para enfraquecê-la.

As críticas à política ambiental do governo Bolsonaro são tantas que, para Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, a única maneira do presidente “ajudar a imagem do Brasil seria ele subir lá no palco e dizer: ‘Eu renuncio’.”

Gustavo Pinheiro, coordenador do portfólio de Economia de Baixo Carbono do Instituto Clima e Sociedade (ISC) ainda apontou que no momento em que o mundo procura alternativas renováveis de energia, Bolsonaro ainda insiste nos combustíveis fósseis.

(Fonte G1)

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Política

‘Tudo é homofobia, tudo é feminismo’, ironiza Bolsonaro sobre punição a Maurício Souza

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reagiu à decisão do Minas Tênis Clube de punir o atleta de vôlei Maurício Souza por publicações homofóbicas nas redes sociais. Minutos antes de participar de entrevista na emissora Jovem Pan News, Bolsonaro, ao ouvir a notícia sobre o afastamento do jogador, afirmou: “Puta que o pariu, impressionante né? Tudo é homofobia, tudo é feminismo”.

A cena foi transmitida nas redes sociais de Bolsonaro.

Pressionado por seus patrocinadores, o Minas resolveu afastar o central de 33 anos do elenco. Segundo a agremiação, Souza terá de pagar uma multa e se retratar antes de ser reintegrado -mas não terá seu contrato rescindido, como muitos queriam.

Há duas semanas, o jogador manifestou seu descontentamento com o anúncio da DC Comics de que o novo Super-Homem, filho do Super-Homem original, vai se descobrir bissexual nas próximas edições dos quadrinhos. “Ah, é só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar”, escreveu.

Deu-se, então, uma discussão virtual com Douglas Souza, seu companheiro na seleção brasileira e membro da comunidade LGBTQIA+. A situação cresceu a ponto de a Fiat e a Gerdau, que bancam o time masculino de vôlei do Minas, cobrarem do clube uma posição firme sobre o assunto.

A diretoria publicou na segunda-feira (25) uma nota considerada branda e tardia, na qual condenava a homofobia, mas defendia que “todos os atletas federados à agremiação têm liberdade para se expressar livremente em suas redes sociais”. Apontava ainda que havia conversado “internamente” com o central.

O texto não satisfez boa parte da opinião pública e incomodou os patrocinadores. Em notas separadas, bem mais duras do que a apresentada pelo Minas, a Fiat e a Gerdau pediram na terça (26) a tomada de “medidas cabíveis”. No caso da Fiat, as palavras foram em tom de cobrança por uma solução “no espaço mais curto de tempo possível”.

Até a publicação deste texto, Maurício ainda não tinha se manifestado sobre a punição no perfil do Instagram onde costuma se comunicar com 251 mil seguidores e no qual criticou o Super-Homem bissexual. A publicação original sobre o assunto, até a mais recente atualização desta reportagem, continuava disponível.

Já o perfil do Minas Tênis Clube no Twitter republicou uma mensagem de um perfil identificado como “mauricio luiz souza”. Nela está um pedido de desculpas protocolar, supostamente redigido pelo jogador.

Esse perfil -sem identidade verificada pelo Twitter, diferentemente da conta do Instagram- tinha até a manhã desta quarta sete mensagens disponíveis e pouco mais de 700 seguidores.

Apoiador de Bolsonaro, com quem se encontrou recentemente em Brasília, Maurício Souza tem um histórico de declarações e publicações consideradas homofóbicas.

(Fonte Folha PE)

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Política

CPI pede que Alexandre de Moraes avalie medidas para barrar “mentiras de Bolsonaro”

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Após entregar o relatório da CPI da Pandemia ao Procurar-Geral da República, Augusto Aras, nesta quarta-feira (27), os parlamentares apresentaram o relatório ao ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal – STF.

Em sua conta no Twitter, o senador Fabiano Contarato (Rede-ES), informou que os parlamentares solicitaram do ministro que avalie medidas para barrar a disseminação de mentiras por parte do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais.

“Também fomos ao ministro Alexandre de Moraes, no STF, apresentar o relatório da CPI e solicitar que avalie medidas pertinentes contra a disseminação de mentiras por Bolsonaro nas redes sociais, a exemplo da falsa afirmação que associa a vacina da Covid à Aids”.

(Fonte Blog do Nill Júnior)

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Política

Senador alugou táxi aéreo por R$ 16,5 mil com cota do Senado

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O senador Esperidião Amin (PP-SC) alugou um avião particular, pago pelo Senado,  no valor de R$ 16,5mil. A viagem foi realizada em junho pela companhia Santafé Táxi Aéreo Ltda. A aeronave partiu do município de Xanxerê, no oeste de Santa Catarina, e seguiu para São José, cidade vizinha a Florianópolis, no leste do estado. O pagamento foi registrado no Portal da Transparência do Senado.

O recurso faz parte da cota para o exercício da atividade parlamentar, que cobre despesas com transporte aéreo, combustíveis, aluguel de escritório e hospedagem, entre outros gastos dos senadores. Não há restrição à contratação de avião particular com a verba pública. Cotação feita pelo Congresso em Foco indica que o gasto do senador está dentro da média para a locação de uma aeronave para deslocamento do trecho.

A opção pelo táxi aéreo difere do padrão adotado pelo parlamentar para viajar pelo estado. Desde o início do ano, ele havia se locomovido por Santa Catarina apenas por transporte terrestre. Pouco mais de 500 km separam Xanxerê de São José.

Procurado pela reportagem para esclarecer o motivo da locação do avião, Amin preferiu não se manifestar. Fonte próxima ao senador contou que ele optou por alugar a aeronave para não perder um compromisso em Florianópolis depois de acompanhar o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, em um evento em Chapecó, cidade localizada a 45 km de Xanxerê, de onde partiu o avião. O interlocutor não informou, no entanto, qual era o evento nem a necessidade de o parlamentar fazer um gasto desse valor com dinheiro público em uma única viagem. Ainda segundo ele, não havia voo regular entre as duas cidades naquele dia.

No ano passado, mesmo com a redução no número das sessões presenciais, devido à pandemia, o Senado gastou R$ 3,4 milhões apenas com passagens aéreas. Desde o início do ano, os gastos comprovados com esse tipo de transporte passam de R$ 2,6 milhões.

Por:PE notícias

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