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Pernambuco

Tesoureiro da Contag reconhece excesso em fala e diz ter sofrido ameaças em redes sociais

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Aristides Santos diz que falou motivado por pressão e garante não ter defendido violência quando falou em ocupar fazendas de parlamentares

Em entrevista exclusiva ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, o Tesoureiro da Contag, Aristides Santos, falou sobre a repercussão de sua fala no último dia 1º, quando afirmou que a forma de enfrentar a bancada da bala contra o golpe seria ocupar as suas propriedades. “E é a Contag, é os movimentos sociais do campo que vão fazer isso. Ontem dizíamos na passeata: vamos ocupar os gabinetes, mas também as fazendas deles. Porque se eles são capazes de incomodar um ministro do Supremo Tribunal Federal, nós vamos incomodar também as casas, as fazendas e as propriedades deles”.

Aristides afirmou que não esperava tamanha repercussão e polêmica em torno da declaração, que tomou a imprensa nacional. “Te juro que não esperava essa repercussão que está dando uma pressão muito grande no sentido familiar, pessoal, na própria Contag, através das redes sociais, vindo dos grupos mais conservadores. Fizeram uma vinculação indevida. Estão me usando como cacete pra bater na presidente Dilma”.

Aristides deu detalhes da fala que girou em torno de três minutos em solenidade no Palácio. No primeiro momento, reclamo que a quantidade de 25 áreas liberadas para fins de reforma agrária eram poucas para demandas dos movimentos sociais. Também pedimos para tirar o MDA dos cortes que ela faz no ajuste fiscal para preserva r os ministérios hoje sem orçamento. E por último, motivado pelo calor das ruas, da pressão, da violência, fiz aquela fala”.

Sobre o fato de se sentir pressionado como  representante dos movimentos sociais, Santos disse que hoje nos aeroportos quem andar de vermelho você já é agredido. “Se botar a estrela do partido, é agredido, se defender a Central Sindical. Ameaçaram sedes de CUTs estaduais, ameaçaram a CUT em Pernambuco. O Teori Zavascky só porque tomou decisão de que Moro não podia investigar o Lula foi ameaçado. Incentivaram manifestação na frente da casa do Ministro. Se foram capazes de fazer uma pressão desse tamanha a um ministro, o que podem fazer com um prefeito ou vereador, sindicalista, cidadão… “

Entretanto, Aristides Santos reconheceu que o evento e o local não foram apropriados para a fala e reconheceu excesso. “Reconheço que me excedi. A fala teve tom bastante forte e o local não era apropriado, na frente da Presidente no Palácio. Em qualquer outro lugar, a fala não teria tamanha repercussão”.

Ele ainda fez análise das palavras utilizadas. “Não uso a palavra invasão, falo em ocupação. No direito agrário, uma propriedade que não presta para cumprir sua função social, é como se não existisse. Se não existe é passível de ocupação. A fala saiu na hora e não usei o termo propriedade improdutiva”, justificou.

Aristides concluiu dizendo que de certa forma, sua fala foi motivada por pressões. “Precisamos sair das cordas. Estamos acuados. Se foram na casa do Ministro, podemos fazer acampamento na casa de um Deputado, não podemos ? De forma pacífica, sem ferir ninguém, podemos fazer. Porque me criminalizar, me condenar por isso ? Quem está incitando a violência são os setores conservadores, é a mídia, a Rede Globo. Fizemos mais de 200 ocupações com minha coordenação sem matar ninguém ou sem morrer um trabalhador. Nunca dei um tapa em ninguém”.

O sindicalista concluiu afirmando que sua fala tem gerado ameaças pelas redes sociais “terríveis” com ele, família, instituição. “São coisas sérias, mas estamos apurando isso”. Mas conclui dizendo ter tido solidariedade ampla da família e seus amigos, inclusive no Pajeú. “Sempre me preservei no respeito do direito e da a lei. A minha intenção não foi disseminar violência”.

Caiado aciona Santos: o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), ingressou  com representação na PGR (Procuradoria-Geral da República) contra a presidente Dilma Rousseff, acusando-a dos crimes de prevaricação, improbidade, incitação ao crime e lesão ao erário.

Caiado também representa contra os ministros Jaques Wagner, do Gabinete Pessoal da Presidência, e Ricardo Berzoini, da Secretaria de Governo, contra o chefe do cerimonial da Presidência da República, Renato Mosca, e contra o Tesoureiro da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), Aristides Santos.

O senador acusa a presidente de usar o espaço público e institucional da Presidência da República para eventos de autopromoção às custas do erário.

(Do Nill Jr)

Pernambuco

Comitiva de Prefeitos pernambucanos conhece Programa Parceria da Prefeitura do Recife

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O presidente da Amupe, Marcello Gouveia, e o prefeito João Campos destacaram a importância da parceria entre as instituições

O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Marcello Gouveia, juntamente com diretores da Associação e um grupo formado por prefeitos e prefeitas, visitou nesta segunda-feira, 27, a comunidade do Alto do Refúgio, no bairro de Nova Descoberta, Zona Norte da Capital. A convite do prefeito anfitrião, João Campos, eles conheceram de perto o Programa Parceria, da prefeitura do Recife.

A comitiva assistiu a uma apresentação sobre o funcionamento do programa realizada pelos secretários de Infraestrutura, Marília Dantas, e da Defesa Civil, Cel. Cássio Sinomar. Premiado pela ONU em 2024, o Programa Parceria elabora projetos executivos, presta consultoria técnica, arca com os custos dos insumos e realiza obras de pequeno e médio porte em áreas de morro e planícies do Recife. As intervenções são executadas em conjunto com a população local e têm a função de reduzir riscos e promover a melhoria na qualidade de vida das pessoas que vivem nessas comunidades.

O prefeito João Campos destacou a importância da cooperação entre a prefeitura e a Amupe. “Quando municípios trocam boas práticas todos saem ganhando. Ao apresentar esse projeto, o nosso desejo, através da Amupe e do Comupe, é de colocá-lo à disposição das cidades para que possam fazer obras de contenção de encostas e eliminar pontos de risco. Essa parceria é importante para toda população do Estado”, destacou.

Marcello Gouveia agradeceu ao prefeito João Campos pela iniciativa e reiterou que “é muito importante o compartilhamento desse tipo de boa prática entre os municípios. Reforço que a Amupe, assim como o Consórcio dos Municípios Pernambucanos (Comupe), está sempre à disposição para ajudar nos trabalhos dos prefeitos e prefeitas pernambucanos”, enfatizou.

A Amupe também esteve representada pela prefeita de Surubim, Ana Célia; o prefeito de Águas Belas, Luiz Aroldo; a prefeita de Cumaru, Mariana Medeiros; e a prefeita de Camaragibe, Nadegi Queiroz. Também participaram da visita os deputados estaduais Aglailson Victor e Lula Cabral.

           

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Pernambuco

A eleição do Recife e o perigo da popularidade incondicional

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Em 1992, Bill Clinton venceu George Bush (pai) e se tornou presidente dos EUA. Na época, uma das frases de sua campanha virou livro, documentário e frequentou a cultura pop: “É a economia, estúpido”.

A campanha foi marcante porque Bush, então presidente, tinha 90% de aprovação em 1991, durante a Guerra do Golfo, mas isso foi revertido para uma rejeição de 64% alguns meses depois, resultando em derrota. Os EUA passavam por uma recessão muito dura e a campanha democrata baseada em acusar o que era palpável na gestão do adversário saiu vitoriosa.

Mudando

Pelas últimas décadas, a importância da economia para as eleições sempre foi inquestionável. A frase “É a economia, estúpido” serviu para tudo, desde dados econômicos mesmo até infraestrutura.

Mas as coisas parecem estar mudando, inclusive no Brasil, inclusive em Pernambuco, inclusive no Recife. Nos anos 1990, quando Jarbas Vasconcelos (MDB) foi prefeito da capital pela segunda vez, era considerado o “melhor gestor do país” seguidamente, terminou com aprovação altíssima e foi impulsionado ao Governo do Estado naquela administração.

O mérito de Jarbas era visível, palpável e fácil de mensurar. Houve uma transformação na cidade que incluía desde serviços básicos bem mantidos até grandes obras, cujos efeitos o recifense sentia em sua rotina.

O pior é que, hoje, com as redes sociais, Jarbas poderia nem ser considerado um candidato competitivo, e ter baixa aprovação, caso não tivesse uma conta no Instagram cheia de seguidores empolgados e não soubesse fazer dancinhas.

Alguém imagina Jarbas fazendo o passinho de brega funk porque disso depende a popularidade e os votos?

Geração e foco diferentes

Mas antes que você pense que se trata de uma crítica ao atual prefeito do Recife, João Campos (PSB), saiba que não é. Pelo contrário, será um elogio com uma preocupação.

O socialista tem feito um trabalho bom e reconhecido. É difícil comparar com uma gestão de infraestrutura, como foi a de Jarbas nos anos 1990, porque a sociedade era diferente naquela época e porque esse não foi o foco de João no mandato. É difícil imaginá-lo construindo viadutos e túneis para melhorar o trânsito de carros.

É mais fácil pensar num governo de praças, parques, prioridade para pedestres ao invés de veículos automotores e, por causa da necessidade trágica, reforço na estrutura dos morros.

O ruim…

Há falhas, sim. Faltou a João investir mais em habitação, faltou contribuir com a segurança e falta ser mais efetivo com aqueles a quem se propõe priorizar, como os ciclistas.

No Recife, a taxa de desemprego, por exemplo, é a segunda pior do país entre as capitais. A cidade tem muitos problemas.

Moradores de rua estão espalhados pelo centro. Os alagamentos ainda são uma constante.

E isso derruba a popularidade de João Campos? De jeito nenhum. O prefeito tem quase 80% de aprovação.

…e o bom

Por outro lado, Campos promoveu uma transformação digital nos processos entre cidadãos e prefeitura que é uma verdadeira revolução nos serviços e impacta a vida dos recifenses com resultados que ainda não são totalmente percebidos e entendidos pela população. Nesse ponto, da inovação no acesso da população à gestão, Campos é revolucionário e um exemplo para o país.

Ele também conseguiu reduzir muito o risco nas encostas e barreiras da cidade e melhorou a qualidade de vida com parques e praças. É algo exemplar.

Mas é isso que aumenta tanto a popularidade dele? Não também.

A popularidade de Campos, do ponto de vista de gestão, é incondicional. E isso é um perigo.

Não é mais

“Não é mais a economia, estúpido” é a frase que se impõe agora, desfazendo o que se fez com a eleição de Clinton em 1992.

No Brasil, poucos perceberam isso tão rápido quanto João Campos e poucos conseguem fazer o que ele faz, goste-se ou não do estilo.

Até agora, o prefeito do Recife tem sido cuidadoso, garantindo que sua administração tenha algumas realizações palpáveis também. Mas há um risco quando isso fica em segundo plano, principalmente com a proximidade eleitoral. Risco para ele e para a cidade.

“Fazer o diabo”

Ainda vivemos numa sociedade acostumada à cultura de espetáculo e na qual as pessoas votam mais naquele que é um “sucesso” e menos em quem faz entregas. Esse tipo de ambiente é pródigo para atrair estrategistas eleitorais comprometidos somente com a vitória a qualquer custo, sem pesar as consequências.

O “fazer o diabo” para vencer, expressão infeliz do marqueteiro de Dilma Rousseff (PT) em 2014, é um exemplo. Acabou em impeachment e prisão. Acabou também em uma das maiores crises econômicas de nossa história recente.

Ator e personagem

No caso do personagem de rede social, a questão é que há um ônus terrível, que é o risco de reduzir o gestor verdadeiramente competente a uma celebridade volátil, passageira. Marqueteiros (sim, eles existem ainda) precisam ficar atentos a isso.

Personagens grandes demais correm o risco de condenar a capacidade do ator atrás da máscara.

Fonte: JC

 

           

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Pernambuco

Veja as vagas de emprego para esta terça-feira, 28 de Maio de 2024

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As agências do Trabalho de Pernambuco divulgam, diariamente, quadros das vagas com oportunidades de trabalho em unidades espalhadas pelo estado, na Região Metropolitana do Recife (RMR), Agreste e Sertão.

Para se candidatar, é necessário agendar previamente o atendimento através do site da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq), onde também há os endereços e telefones de todas as agências.

Confira o quadro de vagas completo clicando aqui

Agende atendimento através do  site da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação.

           

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