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União Europeia cobrará taxa de entrada de cidadãos estrangeiros

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Além disso, extracomunitários precisarão preencher formulário.

A União Europeia anunciou que cidadãos extracomunitários – inclusive brasileiros – que entrarem em suas fronteiras precisarão pagar uma taxa de cinco euros, algo em torno de R$ 18, de acordo com a cotação atual.

A medida faz parte do novo Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (Etias, na sigla em inglês), que valerá para todos os estrangeiros que não precisam de visto para acessar o Espaço Schengen, área de livre circulação dentro do bloco.

Ainda antes de embarcar para países da UE, a pessoa precisará preencher um formulário online com informações particulares e pagar a taxa de cinco euros. O questionário terá 27 perguntas, divididas em quatro ou cinco categorias, como grau de escolaridade e emprego.

O modelo é similar ao adotado nos Estados Unidos e ajudará Bruxelas a identificar eventuais riscos à segurança do bloco. O documento valerá por cinco anos e será exigido de turistas a partir de 18. “O Etias preencherá uma lacuna graças ao cruzamento de dados dos viajantes que não precisam de visto”, declarou Frans Timmermans, vice-presidente da Comissão Europeia.

No entanto, o sistema só deve entrar em vigor em 2019 e será mantido unicamente pela taxa de cinco euros. O custo operacional do Etias será de 80 milhões de euros por ano, sendo que, a cada 12 meses, 30 milhões de extracomunitários sem necessidade de visto entram no Espaço Schengen.

A principal meta da União Europeia é aumentar o controle em suas fronteiras externas e reforçar a luta contra o terrorismo e a imigração clandestina, dois dos principais desafios enfrentados por Bruxelas atualmente. (ANSA)

Mundo

Biden anuncia novas sanções contra Rússia após dois anos de guerra

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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, anunciou nesta sexta-feira (23) que Washington emitirá mais de 500 novas sanções contra a Rússia, à medida que seu país busca aumentar a pressão sobre Moscou para marcar o segundo ano da guerra na Ucrânia.

Os Estados Unidos também imporão novas restrições de exportação a quase 100 entidades por fornecerem apoio à Rússia e tomarão medidas para reduzir ainda mais as receitas de energia russas, disse Biden em comunicado.

As medidas buscam responsabilizar a Rússia pela guerra e pela morte do líder oposicionista Alexei Navalny, afirmou Biden, enquanto Washington procura continuar a apoiar a Ucrânia, que está enfrentando escassez aguda de munição e vê a ajuda militar dos EUA sendo adiada por meses no Congresso.

“Elas garantirão que Putin pague um preço ainda mais alto por sua agressão no exterior e repressão em casa”, disse Biden sobre as sanções.

As medidas de hoje terão como alvo indivíduos ligados à prisão de Navalny, bem como o setor financeiro da Rússia, a base industrial de defesa, redes de compras e evasores de sanções em vários continentes, segundo o presidente norte-americano.

As sanções são as mais recentes de milhares de alvos anunciados pelos Estados Unidos e seus aliados após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022, que matou dezenas de milhares de pessoas e destruiu cidades.

“Após dois anos de guerra, o povo da Ucrânia continua lutando com tremenda coragem. Mas eles estão ficando sem munição. A Ucrânia precisa de mais suprimentos dos Estados Unidos para manter a linha contra os ataques implacáveis da Rússia, que são possibilitados por armas e munições do Irã e da Coreia do Norte”, disse Biden.

“É por isso que a Câmara dos Deputados precisa aprovar o projeto de lei suplementar de segurança nacional bipartidário, antes que seja tarde demais”, acrescentou.

Fonte: Agência Brasil

 

 

           

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Ameaça nuclear? Putin é “um FDP maluco”, diz Biden

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, proferiu insultos contra o presidente russo, Vladimir Putin, durante um evento de angariação de fundos em São Francisco, na Califórnia, na quarta-feira. Na perspectiva do chefe de Estado, Putin é descrito como um “filho da p. maluco” que mantém o mundo em alerta quanto a uma possível ameaça nuclear.

Biden afirmou: “Esta é a última ameaça existencial. É o clima. Temos um sujeito maluco como o Putin e outros, e temos que estar sempre preocupados com um conflito nuclear”, conforme citado pela agência Reuters.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, considerou que as declarações do presidente norte-americano podem ser vistas como uma tentativa de se assemelhar a um “cowboy de Hollywood”, o que, segundo ele, “degrada”.

“O uso de tal linguagem contra o líder de outro Estado pelo presidente dos Estados Unidos é improvável que prejudique o nosso presidente, o presidente Putin. Mas isso degrada aqueles que usam esse vocabulário”, afirmou Peskov, citado pela mesma fonte.

Ressalta-se que os ataques verbais de Biden têm se intensificado. Na semana passada, ele afirmou que a morte do opositor Alexei Navalny foi resultado de “Putin e seus capangas”, embora a presidência russa tenha negado qualquer envolvimento.

Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos anunciou que o país implementará um amplo conjunto de sanções contra a Rússia, não apenas pela morte de Navalny, mas também devido à guerra na Ucrânia, que perdura há quase dois anos.

Navalny, um dos principais críticos de Vladimir Putin, faleceu na prisão, segundo o serviço penitenciário federal da Rússia. O opositor russo, de 47 anos, estava cumprindo pena em uma prisão no Ártico sob “regime especial” e passou mal após uma caminhada, perdendo a consciência.

Fonte:  NOTÍCIAS AO MINUTO BRASIL

 

 

           

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Argentina barra entrada de brasileiros ao alegar que fazem ‘falso turismo’

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A Argentina do presidente Javier Milei começa a restringir o acesso de estrangeiros, depois de décadas de uma abertura que levou milhares de brasileiros a se instalarem no país vizinho para estudar de graça nas universidades públicas. Ao menos 10 mil brasileiros são universitários na Argentina, numa comunidade de 90 mil residentes, aproximadamente, segundo dados do Itamaraty de 2022.

Relatos de quem chegou ao aeroporto de Buenos Aires, mas foi mandado de volta para o Brasil, sob a alegação de que se trata de “falsos turistas”, têm se repetido nos últimos dois meses.

Desde 2004, Brasil e Argentina possuem um acordo bilateral que permite aos cidadãos dos dois países um status especial e direito de permanecer em solo estrangeiro por até 90 dias — podendo ter o prazo prorrogado por mais 90 e o direito de iniciarem suas residências, se assim desejarem, explicou o advogado especialista em questões migratórias Diego Morales, do Centro de Estudos Legais e Sociais da Argentina.

O acordo do Mercosul, assinado em 2002 e em vigor desde 2009, também facilita a circulação e permanência dos residentes de países como Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, e as demais nações agregadas, sob a facilidade de tramitar a residência provisória para depois ascender à permanente (no caso de brasileiros, pelo acordo bilateral, a residência é permanente direto). O objetivo é ajudar na integração dos residentes desses países que estão autorizados a circular pelos integrantes do bloco por um período de 90 dias, prorrogável por mais 90. É nesse período que muitos brasileiros, por exemplo, iniciam o trâmite de residência.

Foi por essa razão que Natália (nome fictício), de 22 anos, desembarcou sozinha no Aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires, em 30 de janeiro de 2024. A jovem imaginou que seria um dia marcante pois estava cada vez mais próxima de fazer graduação em Artes, em Buenos Aires. Mas a jovem foi comunicada no aeroporto que não poderia entrar no país.

“Como falsa turista? Eu vim estudar artes, tenho minha matrícula na faculdade, hospedagem na residência estudantil, todos os documentos, cartões de crédito, tudo”, disse Natália aos agentes de migração.

“Me colocaram num avião e não me deixaram saber o número do voo. Me fizeram sentir uma bandida. Foi muita humilhação. Era meu sonho. Todas as minhas economias foram para estudar na Argentina”.

Muitos brasileiros vão estudar medicina em universidades reconhecidas mundialmente, como a Universidade de Buenos Aires. O país oferece educação gratuita a qualquer estrangeiro cuja residência esteja tramitando ou já tenha sido aprovada, sem o vestibular tradicional do Brasil — o que atrai milhares de brasileiros o ano todo. Até hoje, seguiram para o país vizinho pela facilidade de acesso que um acordo bilateral garantiu aos cidadãos dos dois países, o que inclui morar, trabalhar ou estudar.

O governo argentino diz que os estrangeiros sem residência que querem entrar no país devem apresentar a documentação necessária — o que inclui a passagem de volta — e podem ser perguntados sobre hospedagem ou como vão cobrir os gastos no país.

Fonte: UOL

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